
“Se não fores vais arrepender-te, se fores, podes sempre não gostar e vir embora…” “Ó filho, temos que aproveitar as oportunidades…”, “Quem tudo quer, tudo perde…” É melhor jogar pelo seguro, mas…” “Não sei, tu é que tens que decidir. E ela, já falaste com ela? O que é que ela diz?” “Eu ia, era já agora. Já viste bem as condições… E a evolução e o currículo, não podes deixar escapar uma cena destas…”
São apenas algumas das muitas frases que me tem sido dirigidas ultimamente. Ajudam em quê? Ajudam a incrementar a entropia que me assola a alma, ou qualquer coisa assim. Não sei, não me sai melhor…
Enfim, decidir, dar um passo, dar outro, comer isto ou aquilo, dizer isto ou aquilo, quero ser isto ou aquilo, jogo futebol ou jogo basquet, quero tocar saxofone, não, piano, vou para este curso, vou para aquele, vou de férias para aqui ou para ali, com este ou com aquele, este emprego ou o outro, caso, não caso, caso agora ou mais tarde. Emigro, ou não emigro? Passa-se a vida a tomar decisões.
Será que a opção por um caminho em vez de outro é apenas resultado inúmeros factores, impossíveis de pesar à luz das análises probabilísticas mais avançadas, inerentes a anteriores escolhas e experiências? E no fim, o caminho a seguir seria sempre aquele que acabamos por tomar, é isso? Ou seja, à luz do determinismo, não me devia encontrar agora com tanta impaciência e mau estar. Para quê passar as passas do Algarve (que adequada, esta expressão…). Para quê tanto exercício, dar tanto trabalho a esta balança chamada consciência e carregá-la positiva e negativamente com este e aquele factor?
Acho (ou achava, sei lá o que acho) que sou um gajo não muito ambicioso no que toca a luxos e futilidades: não quero uma casa espectacular, nem um carro que custa um apartamento, por exemplo… Para mim, desde que dê para ter um poiso confortável, poder fazer umas viagens de vez em quando, está tudo bem. Portanto, se calhar não devo decidir pela perspectiva mercantilista da questão, não é?! Ok, então porque é que continuo com tantas dúvidas? Porque se trata de um salto na carreira? Um enriquecimento pessoal e curricular? Uma aventura, que posso depois dizer que já vivi, independentemente do que daí resulte? Uma coisa é certa: se não vou, não sei como é… Se for e o sacrifício (porque o é…) for mesmo insuportável, venho-me embora e assumo o que daí resultar.
Então o que tens a perder? Epah… Que pergunta… Passar uns meses sem: namorada, família, amigos, futebol, música. Só isso!
Depois é continuar no mesmo mundo, em que há pouco mais para além do óbvio. Certo que já me habituei à ideia e ao fim de dois anos nisto, até não se afigura como insuportável. Confesso que há alturas em que me realizo e gosto realmente do que faço. Mas será que é isso que quero fazer o resto da vida? Passar o tempo de um lado para o outro, a enlouquecer com responsabilidades, a gerir o dinheiro dos outros, numa selva de interesses e jogos, onde a palavra conta pouco ou nada e se desconfia até do pedal do travão. A tentar não ser enganado por este e ludibriar aquele. Sim, porque um bom negócio, nunca o é para as duas facções nele envolvidas, tenho dito. Se fosse tudo justo e se uns não saíssem a ganhar mais do que outros, não existiriam as fortunas obscenas que existem, não é? Mas isto é outra discussão. Como diz o outro: “São outros quinhentos paus!” Continuando… Viver agora aqui, depois ali, sem nunca parar em casa. Na melhor das hipóteses, visitá-la ao fim de semana e esperar que os meus filhos ainda se lembrem da minha cara e corram para mim a gritar pai, de braços abertos… Eu vou levantá-los, um em cada braço e perguntar: “Então e como correu a escola esta semana? Foste aos treinos do judo e do futebol. E tu, foste à música, já sabes o solfejo? E a dança?” E eles respondem: “Pai, estamos de férias, esqueceste-te. E eu já não ando no judo, agora estou na natação. E eu já sei tocar aquela do Carlos Paredes que tu disseste, queres ouvir?” Enfim… Já estou a fazer uma longa-metragem, quando no fundo vivemos apenas uma curta… Talvez não devesse pensar tanto e avançar mais instintivamente… O que são 6 meses ou um ano? O que pode significar uma experiência destas na vida de um indivíduo? Será assim tão determinante? Pode ser, pode não ser… As mudanças são sempre para melhor ou pior… (Que cliché, estou a endoidecer, só pode… Vou reler o que escrevi, porque já me perdi. Assim como estou perdido em devaneios e considerações sobre prós e contras e contras e prós…)
Ok, já reli e sinceramente este vómito não me ajuda nada… Só me apetece fugir. Mas fugir para onde? (Lá estou eu…) Com isto tudo ainda não vi a luz no caminho… E por este andar vou ficar perdido ainda mais um tempo. Seja como for, seja qual for a escolha que fizer, vou sempre pensar mais tarde: “E se tivesse feito aquilo em vez disto? Se calhar tinha sido melhor…”
São apenas algumas das muitas frases que me tem sido dirigidas ultimamente. Ajudam em quê? Ajudam a incrementar a entropia que me assola a alma, ou qualquer coisa assim. Não sei, não me sai melhor…
Enfim, decidir, dar um passo, dar outro, comer isto ou aquilo, dizer isto ou aquilo, quero ser isto ou aquilo, jogo futebol ou jogo basquet, quero tocar saxofone, não, piano, vou para este curso, vou para aquele, vou de férias para aqui ou para ali, com este ou com aquele, este emprego ou o outro, caso, não caso, caso agora ou mais tarde. Emigro, ou não emigro? Passa-se a vida a tomar decisões.
Será que a opção por um caminho em vez de outro é apenas resultado inúmeros factores, impossíveis de pesar à luz das análises probabilísticas mais avançadas, inerentes a anteriores escolhas e experiências? E no fim, o caminho a seguir seria sempre aquele que acabamos por tomar, é isso? Ou seja, à luz do determinismo, não me devia encontrar agora com tanta impaciência e mau estar. Para quê passar as passas do Algarve (que adequada, esta expressão…). Para quê tanto exercício, dar tanto trabalho a esta balança chamada consciência e carregá-la positiva e negativamente com este e aquele factor?
Acho (ou achava, sei lá o que acho) que sou um gajo não muito ambicioso no que toca a luxos e futilidades: não quero uma casa espectacular, nem um carro que custa um apartamento, por exemplo… Para mim, desde que dê para ter um poiso confortável, poder fazer umas viagens de vez em quando, está tudo bem. Portanto, se calhar não devo decidir pela perspectiva mercantilista da questão, não é?! Ok, então porque é que continuo com tantas dúvidas? Porque se trata de um salto na carreira? Um enriquecimento pessoal e curricular? Uma aventura, que posso depois dizer que já vivi, independentemente do que daí resulte? Uma coisa é certa: se não vou, não sei como é… Se for e o sacrifício (porque o é…) for mesmo insuportável, venho-me embora e assumo o que daí resultar.
Então o que tens a perder? Epah… Que pergunta… Passar uns meses sem: namorada, família, amigos, futebol, música. Só isso!
Depois é continuar no mesmo mundo, em que há pouco mais para além do óbvio. Certo que já me habituei à ideia e ao fim de dois anos nisto, até não se afigura como insuportável. Confesso que há alturas em que me realizo e gosto realmente do que faço. Mas será que é isso que quero fazer o resto da vida? Passar o tempo de um lado para o outro, a enlouquecer com responsabilidades, a gerir o dinheiro dos outros, numa selva de interesses e jogos, onde a palavra conta pouco ou nada e se desconfia até do pedal do travão. A tentar não ser enganado por este e ludibriar aquele. Sim, porque um bom negócio, nunca o é para as duas facções nele envolvidas, tenho dito. Se fosse tudo justo e se uns não saíssem a ganhar mais do que outros, não existiriam as fortunas obscenas que existem, não é? Mas isto é outra discussão. Como diz o outro: “São outros quinhentos paus!” Continuando… Viver agora aqui, depois ali, sem nunca parar em casa. Na melhor das hipóteses, visitá-la ao fim de semana e esperar que os meus filhos ainda se lembrem da minha cara e corram para mim a gritar pai, de braços abertos… Eu vou levantá-los, um em cada braço e perguntar: “Então e como correu a escola esta semana? Foste aos treinos do judo e do futebol. E tu, foste à música, já sabes o solfejo? E a dança?” E eles respondem: “Pai, estamos de férias, esqueceste-te. E eu já não ando no judo, agora estou na natação. E eu já sei tocar aquela do Carlos Paredes que tu disseste, queres ouvir?” Enfim… Já estou a fazer uma longa-metragem, quando no fundo vivemos apenas uma curta… Talvez não devesse pensar tanto e avançar mais instintivamente… O que são 6 meses ou um ano? O que pode significar uma experiência destas na vida de um indivíduo? Será assim tão determinante? Pode ser, pode não ser… As mudanças são sempre para melhor ou pior… (Que cliché, estou a endoidecer, só pode… Vou reler o que escrevi, porque já me perdi. Assim como estou perdido em devaneios e considerações sobre prós e contras e contras e prós…)
Ok, já reli e sinceramente este vómito não me ajuda nada… Só me apetece fugir. Mas fugir para onde? (Lá estou eu…) Com isto tudo ainda não vi a luz no caminho… E por este andar vou ficar perdido ainda mais um tempo. Seja como for, seja qual for a escolha que fizer, vou sempre pensar mais tarde: “E se tivesse feito aquilo em vez disto? Se calhar tinha sido melhor…”